Licitação, pelo menos para contratação de agência de propaganda, funciona de maneira diferente em cada região do Sudeste. E acredito que deve ser assim no resto do País.

O processo licitatório varia conforme a esfera do órgão público (se municipal, estadual ou federal), a importância dele (se é uma cidade capital ou interior, por exemplo), o orçamento envolvido e a onde ele está localizado, mas há um padrão de comportamento principalmente com relação à localização.

Essa minha conclusão é baseada em experiência e não em estereótipos! E eu acredito que seja importante entender essas variáveis, pois o trabalho de quem acompanha licitação também é o de leitura do cenário e dos peões envolvidos.

Eu costumo atuar mais no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo – nas capitais e nas cidades de interior. Em cada local eu percebo um cenário diferente.

O que eu observo hoje em dia é que no Rio, por exemplo, as meras formalidades – aquele não cumprimento de uma margem ou um espaçamento – são relevadas. Em Minas, é o contrário: as agências reportam aqueles erros e pedem a desclassificação de quem errou, o que costuma ser acatado pelas Comissões.

Com relação a quantidade de participantes por certame ou de interessados nas contas: o número é bem menor no estado do Rio de Janeiro. Em São Paulo ele sobe, mas ainda assim não se compara a Minas Gerais, que possui licitações com verbas de menos de 1 milhão sendo disputadas por mais de dez agências.

Com relação a verba ocorre o contrário: as cidades do interior de São Paulo investem mais em publicidade do que as cidades do interior de Minas. O Rio de Janeiro, por sua vez, tem o famoso “8 ou 80”: ou a verba destinada para a conta é muito baixa ou é muito alta devido, comumente, aos royalties presentes nos municípios.

E você, o que tem observado nas licitações da sua região?